quarta-feira, 25 de julho de 2012



.... acho que não sou normal....porém quem decretou mesmo que eu deveria 
ser ? não é mesmo? Mas confesso que eu gostaria de me entender melhor e me esforço para isso.... De uma coisa eu sei : Annelise Gonçalves Cardoso, batalhadora, sonhadora, mãe - menina - mulher, cheia de vida e sonhos para serem realizados e não me canso de lutar por eles.!!!!
foto arquivo pessoal / colagem 




DIA DO ESCRITOR




Que delícia é ler um bom livro!

Um escritor é todo aquele que dedica parte do seu tempo às letras, seja profissionalmente ou não.

Escrever é uma liberação da mente, pois, escrevendo, damos asas aos nossos pensamentos e à nossa criatividade, sem encontrarmos limites no tempo nem no espaço. Um escritor não precisa ter a missão de salvar o mundo, mas deve carregar a responsabilidade de ser honesto consigo mesmo e com os outros, pois um dia seus escritos podem ser lidos por alguém, formando opiniões.

Quando lemos, nossa imaginação nos leva ao mundo da fantasia e dos sonhos, onde podemos ser o que quisermos. Experimente!

quarta-feira, 4 de julho de 2012


terça-feira, 3 de julho de 2012

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A Fogueira de São João

Quando eramos crianças, todos os anos nossos pais nos levavam na festa de São João, perto da casa  que morávamos em Vila Capivari. Na festa tudo era de graça, isso era o que eu mais amava. As noites sempre muito claras com a lua iluminando o céu de uma noite que parecia não ter fim, de tão longo que era, o frio era absurdo de uma geada sem igual. A fogueira começava a ser acessa logo ao entardecer, para que no momento exato ela ficasse somente em brasa, e fosse espalhada no chão como um tapete fervilhando. Exatamente a meia noite, as pessoas que la estavam, isso é claro aqueles que diziam ter fé, faziam suas orações, o sinal da cruz e pronto la iam eles caminhar sobre aquele monte de brasas, três vezes consecutivas. Meus olhos e de meus irmãos brilhavam a ver aquilo, e ficávamos sempre muitos agitados, querendo entender o porque não queimavam os pés. Em uma das vezes que fomos, eu e meu irmão mais velho falamos aos nossos pais que no próximo ano iríamos também passar na brasa. Claro que eles disseram que tudo bem, mas acho que não acreditaram em nós.
Meu irmão com 10 anos e eu com 9, o tal próximo ano chegou, e la fomos nós a festa de São João, convictos de que passaríamos na brasa aquele dia, ainda de quebra levamos uma prima nossa. Pois então, chegado o momento, o frisson, o frio, as pessoas tirando o calçado, e fomos nós la também seguir a mesma rotina daquele povo que já estava acostumado a tal pratica, a maioria deles adultos, crianças mesmo hoje lembrando acho que somente nós 3. Todos se alinharam e fizeram o sinal da cruz, e penso eu que eles fizeram no mínimo uma oração, e nós 3 somente o sinal da cruz. Minha mãe quase que não respirava ao presenciar a cena. Pronto todos começaram a caminhar, e fomos no embalo daquelas tantas pessoas que la estavam, do publico eu somente ouvia os cochichos, nossa vai queimar, outros escondiam para não olhar, e eu somente olhava para os meus pés brancos em cima daquela brasa vermelhinha que reluzia aos meus olhos, um até pulou para cima do meu pé entre os dedos, tive a sensação de estar andando em cima de pedras quentes. Três vezes atravessamos o tapete de brasa, e meus pés? continuaram como estavam, nada aconteceu, voltei para casa com os pés calçados com minha meia, exatamente como cheguei, parecia mágica, a emoção que senti foi espetacular, inexplicável. Relato isso por mim, mas afirmo que o mesmo aconteceu com meu irmão e minha prima. Agora se me perguntarem se faria essa proeza novamente, nunca mais tive coragem, penso que só não queimamos os pés aquele dia porque éramos criança, e como minha mãe disse se passar na brasa por brincadeira e sem fé, os pés certamente irão esturricar.
Depois dessa vez, tantas outras e até hoje sempre estamos presentes nessa festa de São João, porem já fazem uns 3 anos que a tradição de passar na brasa infelizmente não vem mais acontecendo, por motivos de saúde na casa da familia que promove a festa.

( Annelise G.C)

  " Conto dos Contos"    Grupo "Sonho de Teatro"

fotos: Tadeu Sales e Valéria Lugui

O INÍCIO...


Em Março de 2009, teve início a Oficina de Teatro no Espaço Cultural Dr. Além, naquela época as aulas eram ministradas pelo professor Ênio e coordenadas pela, também professora, Renata, tendo em média 8 alunos até 2010.
Apesar das diversas dificuldades, a oficina, que é gratuita, realizou boas apresentações e conseguiu promover a arte cênica no município e abrir caminho para o desenvolvimento do Teatro para jovens e adolescentes, graças ao esforço e o comprometimento dos envolvidos.
A partir de 2011, as aulas passaram a ser ministradas pela professora Annelise, praticando a filosofia de humanização dos encontros e inclusão social.
As professoras desenvolveram, então, o trabalho de inserção de novos alunos ao grupo, e de resgate das potencialidades de cada aluno, para além da técnica teatral, objetivando o bem estar e o crescimento de cada componente e do grupo.
O resultado, no final de 2011, traduziu-se na peça “Sonho de Teatro” que deu nome ao grupo teatral.
“Sonho de Teatro” foi marcada pela participação de todos os alunos em sua escrita e construção, e na criação e desenvolvimento de seus próprios personagens, com cada um superando suas dificuldades emocionais, criando um senso de pertencimento, de ajuda mútua e de grupo, possibilitando assim, o melhor enfrentamento dos percalços da vida, a percepção do valor como Ser e Cidadão e o protagonismo diante da própria existência, de sua família e de sua comunidade.
Dessa maneira, num desejo autêntico de cada um de expressar sua arte e realizar seu sonho, em 7 de dezembro de 2011, a peça “Sonho de Teatro” foi apresentada, com 15 alunos.
A repercussão e a força de vontade dos alunos gerou uma reapresentação no dia 9 de fevereiro de 2012, resultando assim no ingresso de novos alunos.
Iniciamos as atividades do 1º semestre deste ano com 42 alunos, e buscando aprimorar o conhecimento teórico, incluímos as aulas de história do teatro, ministradas pela professora Renata às segundas-feiras, permanecendo as aulas práticas com a professora Annelise às quartas-feiras.
Tendo por filosofia de trabalho: “Se quer ir rápido, vá sozinho e se você quer ir longe vá com alguém”, as professoras buscam o trabalho em equipe, e além do desenvolvimento técnico incutem nos alunos o desenvolvimento social e humano, levando em consideração o tempo e a evolução de cada um, resultando no companheirismo, solidariedade, amizade e superação.
Como educadoras ficamos extremamente felizes e orgulhosas ao constatar que aquilo que buscamos ensinar para nossos alunos foi colocado em prática.
Nesta apresentação, tivemos várias demonstrações de que a solidariedade e o trabalho em equipe, que tanto buscamos ensinar, estão sendo exercida, pois partiu dos próprios alunos a ideia da arrecadação de alimentos e agasalhos para a doação para uma entidade e o envolvimento direto de todo o grupo em todos os segmentos que dizem respeito à apresentação: elaboração de texto, confecção de figurino, cenografia, sonoplastia, iluminação, figurino, maquiagem, criação de cenário e elaboração de cartazes, bem como a divulgação da peça.
Hoje concluímos o semestre com a peça “O Conto dos Contos”, orgulhosas e gratas pela dedicação de todos os 35 alunos e certas de que a semente já está plantada e basta a cada um cultivar e cuidar.



O Grupo Sonho de Teatro agradece :
Aos pais pelo apoio e a confiança;
Aos amigos e apoiadores:
Adalberto da Silva
Ana Lucia Gonçalves Cardoso
Dagoberto Sales Bento
Eduardo Silva dos Santos ( Eko )
Emily de Fátima Pereira da Silva
Fabricia Cintra
Jucelino S. Figueiredo
Maria Benedita Gonçalves ( Benezinha )
Maria Tereza de Souza Melo



Som e Iluminação:
Metasom



Filmagem: 
Reinaldo Silva



Fotos:
Claudia Netto
Emerson Ferreira
Tadeu Sales
Valeria Lugui
Aos nossos Patrocinadores:
Associação Cultural Comunitária de Campos do Jordão
Arco Iris Papelaria
Daniel Lanchonete e Restaurante
Drogaria Central
Lanchonete Alpes
Salão Essencial
Troupe dos Lunáticos



Agradecemos a todos as Entidades e Associações que acreditam na Arte como meio de transformação do ser humano e que trabalham e fomentam a Arte e a Cultura em Campos do Jordão

Academia de Letras
Associação Cultural Comunitária de Campos do Jordão
Associação de Moradores do Bairro Vila Santa Cruz
Associação de Moradores do Bairro Vila Monte Carlo
Associação de Moradores do Bairro Jardim Imperial/ Britador
Savisa
Fundação Lia Maria Aguiar
Centro de Arte e Dança Vanessa Ballet
Associação de Arte e Cultura Expressão em Movimento
Projeto GEPAR “ Waldomiro Biagioni”
Banda Mr Jingle
Troupe dos Lunáticos
Ame Campos
Grupo de Escoteiros 106 Oyaguara
Projeto Alegria de Viver
Projeto Ação Jovem
Cine Clube Araucária
Secretaria Municipal de Cultura
IPHAC
Grupo Ganso de Campos do Jordão
Casa do Artesão
Projeto de Arte e Oficio da Secretaria de Assistência e Desenvolvimento Social
Adágio Produções Artisticas
Escola de Música Academia do Som
Campos Filarmônica
Projeto Guri